Franklin denuncia fila de 1.500 pacientes esperando por colonoscopia em Dourados

Exame é fundamental para o diagnóstico precoce de doenças graves como o câncer O vereador Franklin Schmalz (PT) protocolou, nesta semana, um requerimento direcionado à Secretaria Municipal de Saúde solicitando informações oficiais e atualizadas sobre a fila de espera para exames de colonoscopia na rede pública de Dourados. A iniciativa surge após relatos recebidos pelo gabinete indicando que mais de 1.500 pessoas aguardam pelo procedimento, algumas delas desde 2022. O pedido do vereador busca esclarecer a real situação da demanda reprimida e cobrar do Executivo municipal ações efetivas para reduzir o tempo de espera, considerado crítico e potencialmente perigoso para a saúde da população. O requerimento solicita que a pasta informe: ● Número atualizado de pessoas na fila da colonoscopia. ● Tempo médio de espera enfrentado atualmente pelos pacientes. ● Quantos pacientes aguardam desde 2022, com detalhamento por ano de entrada na fila (2022, 2023, 2024 e 2025). ● Capacidade mensal de oferta do exame pelo município, incluindo serviços próprios e contratualizados. ● Ações e estratégias já em curso para reduzir a fila e previsão de normalização da demanda. ● Contratos, convênios ou parcerias existentes ou previstas para ampliar a oferta do exame na rede municipal. Demora coloca vidas em risco Franklin destaca que a colonoscopia é um exame fundamental para diagnóstico precoce de doenças graves, como câncer colorretal, sangramentos e lesões intestinais, e que atrasos prolongados configuram risco concreto à saúde da população. “Recebemos relatos muito sérios de pacientes que estão há mais de dois anos esperando por uma colonoscopia. Essa demora é inaceitável e expõe as pessoas a riscos evitáveis. A população tem direito a respostas e, principalmente, a atendimento”, afirma o vereador. Ele reforça que a fiscalização da fila é essencial para garantir transparência e pressionar pela ampliação da oferta do exame na rede pública. Compromisso com a saúde e com o controle público Franklin lembra que o papel do Legislativo é fiscalizar, cobrar e garantir que os recursos públicos estejam sendo utilizados de maneira eficiente para atender a população. “Dourados não pode naturalizar filas que se acumulam ano após ano. Vamos seguir acompanhando de perto e cobrando soluções para que ninguém fique esperando indefinidamente por um exame que pode salvar vidas”, enfatizou o vereador. O requerimento aguarda resposta da Secretaria Municipal de Saúde dentro do prazo legal.
Franklin critica cancelamento do Projeto Viva Cultura e denuncia descaso com a cultura em Dourados

Durante a sessão da Câmara Municipal de Dourados realizada nesta segunda-feira (30), o vereador Franklin Schmalz (PT), utilizou a tribuna para denunciar o cancelamento inesperado do Projeto Viva Cultura, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. A iniciativa, antes conhecida como Renasce, havia sido anunciada por meio de edital no dia 21 de maio e tinha como objetivo oferecer oficinas de dança e artes visuais para estudantes da rede pública municipal — justamente os que mais precisam de acesso gratuito e qualificado à cultura. O edital previa aulas com duração de 12 meses, carga horária semanal de 2 horas, e investimento de R$130,00 por aluno. Com orçamento estimado em quase R$600 mil, o projeto possibilitaria que até 50 crianças fossem atendidas por academia ou coletivo cultural credenciado, visto que cerca de uma dezena de instituições já havia sido pré-selecionada em publicação de edital preliminar no último dia 23 de junho. Contudo, no dia marcado para a divulgação do resultado final da seleção, 30 de junho, as academias e profissionais da cultura foram surpreendidos com um e-mail da Secretaria Municipal de Cultura comunicando o cancelamento do projeto, sem justificativa cabível, segundo o vereador. Franklin classificou a decisão como “inadmissível” e cobrou explicações formais da gestão. “Depois de todo o trâmite legal, com profissionais se preparando, escolas organizadas e famílias aguardando as matrículas, a prefeitura simplesmente abandona o projeto. Isso não é só uma falha administrativa — é um ataque direto à valorização da cultura e à inclusão social”. O vereador também ressaltou o impacto do cancelamento na vida de crianças que poderiam ter na arte uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e de pertencimento, além de prejudicar as academias e profissionais que contavam com a execução do projeto. Entre os questionamentos feitos à gestão municipal, Franklin exigiu respostas sobre: “A cultura não pode continuar sendo tratada como algo descartável. Precisamos de seriedade, planejamento e respeito com as crianças, com os artistas e com todos que fazem da cultura uma ferramenta de transformação”, concluiu Franklin. O mandato seguirá fiscalizando e cobrando medidas que garantam o direito à cultura como parte essencial da formação cidadã em Dourados.
Vereador eleito em Dourados denuncia LGBTfobia de candidato derrotado

Dourado, 10 de outubro de 2024. Franklin Schmalz (PT) é o primeiro vereador abertamente homossexual eleito em Dourados No último domingo, Franklin Schmalz, do Partido dos Trabalhadores, fez história ao ser eleito com a segunda maior votação em Dourados, somando 2.452 votos. No entanto, a vitória vem sendo marcada por episódios lamentáveis de LGBTfobia. Ontem (08), por exemplo, Franklin registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil contra Bersony de Lima Oliveira, ex-candidato pelo Republicanos, que recebeu apenas 50 votos. Bersony utilizou seu status do WhatsApp para compartilhar uma foto de Franklin, tirada há mais de dois anos, e expressou desprezo pela eleição do petista. Em seu texto, Bersony afirmou: “os veados enrustidos de Ddos compareceram em peso pra votar”. Além de Franklin, ele também atacou Isa Marcondes, a candidata mais votada no pleito, que, apesar de ser do mesmo partido de Bersony, também foi alvo das ofensas. O “print” da postagem circulou em diversos grupos, e, segundo a assessoria de Franklin, novas ofensas estão sendo proferidas contra ele por outros indivíduos, inclusive ex-candidatos que não obtiveram sucesso na eleição. Todo o conteúdo ofensivo será anexado à denúncia para representação criminal, segundo sua equipe, já que não se pode tolerar ataques ao vereador eleito ou à comunidade LGBT+ por sua orientação sexual. Para Franklin, essas manifestações preconceituosas não são novidade, mas, neste caso, evidenciam a dificuldade de aceitar que um jovem, LGBT e de esquerda tenha obtido a segunda maior votação, superando políticos tradicionais da cidade. Ele ressalta, porém, que seu desempenho eleitoral não se deve apenas ao apoio da comunidade LGBT. “Minha trajetória é marcada pela resistência e pela superação, o povo reconheceu nossa campanha como um projeto capaz de trazer uma perspectiva de mudança para Dourados. A população douradense nos confiou um mandato e não vamos nos abalar com o ódio de adversários que não tiveram expressividade eleitoral e agora estão ressentidos”, afirmou. Não é a primeira vez que Franklin enfrenta comentários de ódio nas redes sociais. Em 2022, durante sua candidatura a deputado federal, ele também precisou registrar queixas contra perfis que promoveram uma campanha de ofensas e homofobia nas redes, incluindo ameaças de agressão e até de morte. Vale lembrar que a LGBTfobia é considerada crime no Brasil desde 2019. A criminalização foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou a LGBTfobia aos crimes de racismo previstos na Lei nº 7.716/89, que trata de discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.